Um dia inesquecível (ou o casamento dos casamentos)

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O motivo pelo qual eu fui ao Brasil na época da Páscoa este ano é muito simples: o casamento da minha prima Lu.

Pra quem não sabe, a Lu, além de minha prima, é minha irmã. São apenas 4 meses de diferença entre nós (e minha tia adora contar que quando a cegonha trouxe a Lu eu fiquei tão chateada que não aguentei esperar os 9 meses e vim um mês antes) e são muuuuuitas lembranças da infância, adolescência e vida adulta juntas.

Brincávamos de power rangers, criávamos peças de teatro, jogávamos bola, ouvíamos música, dançávamos Spice Girls, traduzíamos músicas dos Backstreet Boys, íamos pra faculdade juntas e por aí vai... Ela sempre esteve presente em todos os momentos da minha vida.



No primeiro ano da faculdade ela conheceu o Lu. e desde então eles estão juntos... eu não poderia imaginar, lá atrás, que um dia estaria no casamento deles, mas confesso que essa foi uma consequência maravilhosa, porque pra mim o Lu também é um primo, um irmão!

E não só fui madrinha do casamento dos dois, como, há um tempo atrás, minha prima me convidou pra celebrar a cerimônia de casamento deles. Explico: nem ela nem o marido (agora marido, na época, noivo) são católicos e não queriam nada de cunho religioso na cerimônia. Ora, quantas pessoas que também não são religiosas casam na igreja por outros motivos que não o principal motivo de se casar na igreja (pressão da família, sociedade, etc)? Eu sempre bati palma pros dois por irem à frente com essa decisão, enfrentando, algumas vezes, críticas de alguns membros da família.

Então, apesar de não quererem padre nem pastor, eles queriam alguém pra celebrar o casamento, dizer algumas palavras, falar sobre a história deles... e quem sempre esteve presente na história deles?

Aceitei o pedido com muita honra mas deu um medinho... e neles também, deu não aguentar a emoção e não conseguir falar no dia! hahaha! Foi quando convidaram também o meu irmão pra fazer a cerimônia comigo, assim nós dividíamos o trabalho e se um se emocionasse demais (vulgo: eu), o outro seguraria a barra.

Mas ninguém precisou segurar a barra de ninguém. Porque apesar da emoção e das lágrimas, conseguimos falar tudo que havíamos planejado e não poderia ter sido melhor - todo mundo gostou e riram das nossas piadas, os pais nos noivos gostaram, mas principalmente a Lu e o Lu ficaram satisfeitos.

Além disso, eles quiseram fugir do tradicional e participaram da decoração (fizeram origami), não dançaram valsa, o buquê dela não era de flores, ela não entrou com a marcha nupcial (quer dizer, entrou, mas sendo tocada na guitarra!!!!) e andou pelo tapete verde acompanhada não só do meu tio, como da minha tia também. Nós somos tão parecidas que sempre disse pra ela que se eu me casasse um dia, faria algo muito parecido com o que ela fez e que se o fizesse, as pessoas diriam que eu a copiei. Ao que ela responde: "ainda bem que estou casando primeiro, né?".

Foi um dia inesquecível. Memorável, Especial. Lu e Lu, sejam muito felizes! Eu amo vocês!

ps.: As fotos antes da cerimônia eu consegui fazer - depois também. Só que durante a cerimônia, todas as fotos foram lindamente tiradas pelo R., que até antes de me conhecer, não tirava nada, absolutamente nada de foto. Estou orgulhosa dele! Ele me disse que fez o turista japonês e clicou tudo que podia - great job!














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