Kids, bambini, niños e crianças: I see them everywhere

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Não sei o que está acontecendo comigo.

Lembra da Bárbara, que odiava crianças? Aquela que dizia que nunca seria mãe, que bebês eram sem-graça, que crianças eram insuportáveis, etc, etc, etc?

Pois é.

Não sei onde aquela Bárbara está - deve ter ficado no Brasil, porque a Bárbara da Irlanda é diferente.

A Bárbara da Irlanda é babá há mais de um ano e meio e convive com crianças de segunda à sexta - já cuidou de uma faixa etária que vai de 1 ano e 3 meses pra quase 6 anos de idade.

A Bárbara da Irlanda tem amigas grávidas, recém-mães e outras amigas babás e sua timeline do facebook está repleta dessas pequenas criaturas.

Não sei se é porque estou na fase em que minhas amigas estão casando e tendo filhos e a aparição de crianças no cotidiano é maior ou se é alguma tipo de karma - a verdade é que se eu não me controlar, acabo falando de crianças com o R. o tempo todo. É inevitável. E tipo, não tô desesperada pra ser mãe ou nada do tipo (ainda tenho pavor de gravidez e muito medo de colocar a mão em barriga de grávida, vai entender). Eu acho que ter filhos não é pra qualquer um - tem que querer muito, tem que saber o que tá fazendo, tem que ter maturidade, experiência de vida, sabe?

No entanto, às vezes me pego dizendo frases do tipo "ah, filha minha não usaria tal roupa" ou "ah, mas se fosse meu filho eu não deixaria fazer isso"... Geralmente são frases mais mandonas, bravas - sinal de que eu serei/seria uma mãe brava ou simplesmente porque eu sou bossy boots mesmo?

A Bárbara da Irlanda sabe canções de ninar, músicas infantis, sabe brincar e até conversar (!) com crianças, coisas que exigiam uma habilidade e concentração extremas na época em que ela dava aula de inglês pra crianças (uma vez ou outra) no Brasil.

"Minhas" crianças irlandesas :)

Relógio biológico? Muita convivência com crianças? Vida social repleta de amigas mães? Não sei. Eu juraria de pé junto há um tempo atrás que jamais teria filhos e hoje fico toda boba com as crianças fofas que vejo por aí.

E o foda é esse: eles são fofos, lindinhos, falam coisas engraçadas, são super inocentes mas puta que pariu, eles também conseguem tirar a gente do sério de uma forma que não dá pra explicar! Quantas vezes não tive vontade de gritar, xingar, bater nas crianças que cuidei e cuido? Aí eu paro, conto até 10, vou pra um outro cômodo da casa e recupero a sanidade. E pior é que que quanto mais velho, mais respondões, mais chatos, mais uó eles ficam. E como faz quando eles ficam assim? Desfazer não dá, né? RISOS.

O jeito é ser mãe de mentirinha como eu: das 13h às 18h30 em dias úteis.
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