Férias (de verdade) no Brasil

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Essas foram as minhas segundas férias no Brasil - no ano passado passei quase 3 semanas na terrinha, mas andando pra lá e pra cá (fomos pro Uruguai e também pro Rio). Além disso, como eu fui de surpresa, tive que correr pra conseguir encontrar todo mundo, pegar metrô e ônibus aqui e ali e no fim das contas, R. e eu estávamos mais cansados quando voltamos do que quando fomos.

Dessa vez as coisas foram diferentes: a viagem estava planejada há alguns meses, avisei todo mundo em diversas plataformas e agendei tudo com antecedência. Resultado: consegui passar mais tempo com a minha família e principalmente, descansando.

O fato do R. estar com um português mais afiado também fez uma boa diferença, já que dessa vez não me senti tão cansada em ter que ficar traduzindo o tempo todo. Além disso, como ele já conhecia minha família e a maioria dos meus amigos, tudo foi muito mais natural.

Foi maravilhoso poder ficar em casa diversos dias simplesmente vendo TV - ainda mais agora que minha mãe e irmão compraram uma smart TV que tem aplicativos como netflix e youtube. Conseguimos terminar a primeira temporada do Better Call Saul e vimos diversos filmes - além de ter revisto a minha trilogia preferida, Back to the future. Cozinhamos, comemos, lemos, ficamos à toa na internet... férias de verdade, como deve ser.

Da outra vez que fomos pro Brasil eu tava meio sem grana e pra ser sincera, tive pouco interesse em trazer coisas pra cá - afinal de contas, aqui em Dublin tem muita loja brasileira e eu não vejo necessidade nessa loucura que o povo tem de só comer comida brasileira. NO ENTANTO, não sei o que aconteceu comigo dessa vez, mas eu surtei. Fomos no mercado comprar café (pra trazer pro pai do R. e minha chefe) e dois sacos de mistura pra pão de queijo e me vi pegando tudo das prateleiras: bolachas, chás, gelatinas, tudo! R. nem se intrometeu porque disse que eu estava agindo como "a woman possessed".

Além disso, também fiz uma visita à uma loja de doces perto da minha antiga escola (a Garoto!). Compramos muitos doces não só pra eu comer, mas também pro R. experimentar (e sua família também).

E não só com comida que eu surtei não: comprei muitos esmaltes, muitos. Pra quem me acompanha há mais tempo sabe que eu tinha uma coleção de sei lá, mais de 300 esmaltes. Doei quase tudo antes de vir pra Irlanda e só trouxe os preferidos. Como aqui esmalte é caro (4, 5 euros) eu quase nunca comprei - e agora minha coleção tem pelo menos uns 20 novos Impalas, Hits, Coloramas e outros brasileiros da vida (e obrigada K., por meu dar seu Hits azul baphôôôônico, Lu por me dar aquele lilás gracinha e mãe pelas doações de esmaltes que você não usa - amei todos!).

Doces nas sacolas e alguns esmaltes...

Só que essa gastança toda tem uma explicação: dessa vez, eu encarei os preços no Brasil de ooooooutra forma. É que em 2014, quando eu pisei no aeroporto de Guarulhos, automaticamente passei a pensar em reais. Então, obviamente, achei tudo caro - porque de fato as coisas estão caríssimas no Brasil. Só que agora eu pensei o seguinte: eu trabalho na Irlanda e ganho em euros, tenho que pensar em euros! Sendo assim, um almoço simples de shopping que custava 25, 30 reais não me deixava brava porque eu estava pagando 8, 10 euros num prato que eu pagaria no mínimo 15 em Dublin!

O clima quando chegamos estava super quente e foi melhorando ao longo dos dias (vulgo esfriando). Aliás, foi engraçado observar que à noite, quando fazia 19 graus eu até sentia um friozinho. Isso é muito estranho, cara, porque quando faz 19 graus aqui eu morro de calor - só pode ser a umidade, né?

Enfim, tudo isso só pra dizer que essas duas semanas passaram voando e quando nos demos conta já tava na hora de vir embora. Ainda quero falar de alguns passeios que fiz em São Paulo e de um dia super especial especificamente. Ah, e vai ter post do irlandês sobre sua segunda visita ao Brasil. Aguardem!


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