Resenha: Ruby Sessions, no pub Doyles

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A primeira vez que falei desse pub aqui no blog foi logo quando cheguei na Irlanda e conheci o R. Nós fomos lá pra uma sessão de música que acontece toda terça-feira em torno de 9h30 da noite.

Eu fiquei maravilhada: um ambiente super descolado e tranquilo, onde as pessoas sentam em banquinhos com suas bebidas nas mesinhas e apreciam boa música. Os músicos e bandas que tocam lá são, em sua maioria, desconhecidos do grande público - o que não significa, em hipótese alguma, que eles não sejam talentosos. Pelo contrário: já vi diversas bandas e cantores maravilhosos se apresentarem nas Ruby Sessions.

A verdade é que essa pegada meio acústica de quem toca lá misturada à baixa iluminação dá um clima muito relaxante e especial pro ambiente. Já tive a oportunidade de ir lá três vezes e nas três fiquei igualmente apaixonada por todo mundo que tocou - é uma experiência única, de verdade. Tanto é que eu e R. evitamos ir sempre, justamente pra manter essa aura especial do lugar - se fôssemos toda semana (eu super iria, sério!), não seria tão incrível, né?

As bandas e músicos do dia são sempre uma surpresa - você chega lá sem saber quem vai tocar. Acho essa proposta bacana, mas há jeitos de burlar um pouquinho isso: geralmente uma ou duas horas dos shows começarem eles anunciam em suas redes sociais um ou outro nome da noite, ou seja: ainda mantem um mistério.

Esse lugar tão aconchegante e intimista já recebeu muita gente famosa na época em que eles não eram tão famosos assim: Ed Sheeran, Damien Rice, Mumford & Sons, The Frames, etc, etc, etc. Sempre fico naquela expectativa: será que esse cantor(a) será mundialmente famoso daqui a uns anos e eu o(a) conheci antes nas Ruby Sessions?!

E pra provar que os músicos escolhidos são sempre da melhor qualidade, vou falar de três, em particular, que fisgaram o meu coração.

1 - Gentry Morris





O Gentry eu vi tocar lá na primeira vez em que estive no Doyles e apaixonei na primeira palavra que ele cantou, no primeiro acorde de seu violão. Que voz, que melodias e letras profundas, lindas, tocantes! Na ocasião ele tocou algumas músicas que ainda seriam lançadas em seu próximo álbum e eu fiquei meses esperando o bendito sair pra poder ouvir de novo a música mais linda dele, "Slow Decline" (só dá pra comprar pelo Itunes ou ouvir pelo Spotify - ouça, é maravilhoooooosa).

2 - Galia Arad


A Galia chegou toda bonitinha, toda cookie e nem eu nem o R. demos muita confiança - até ela começar a cantar e deixar a gente de boca aberta, com o queixo no chão! Que voz! Que estilo! Que maravilhosa! Ela tem uma voz parecida com a da Norah Jones e canta nesse estilo meio sussurrado, lindíssimo. Ela também toca violão e escreve todas as suas canções. Durante a performance elas fez algumas brincadeiras e contou histórias engraçadas. Uma das minhas preferidas é essa aqui.



No começo desse ano resolvemos ir nas Ruby Sessions de novo, depois de meses sem termos ido, justamente porque vi ela comentando em sua página do Facebook que tocaria lá naquela noite. Valeu totalmente à pena ir vê-la cantar, porque além deu ter tido a oportunidade de falar um pouquinho com ela na saída (momento fã tosca), tivemos a chance de ver um outro cara cantar naquela noite...

3 - Tadgh





... e esse cara é o Tadgh (como se você estivesse pronunciando a palavra 'tiger' em inglês, sem o 'er'). Cara não, menino, porque ele só tem 20 anos mas é um POÇO de talento. Quando ele entrou no palco com seu violão e aquele chapeuzinho estilo Jason Mraz, fiquei desconfiadíssima. Aí ele começou a tocar, cantar, envolver todo mundo com suas músicas e BAM! Apaixonei. Ele é extremamente talentoso e divertido - suas músicas tem uma pegada Bruno Mars feat. Justin Timberlake feat. alguma-coisa-de-especial-que-não-sei-dizer-o-quê-é. Sério, gente, o moleque é sucesso na certa! Ele está gravando um EP no momento e eu mal posso esperar, porque o que tiver, eu compro. O cara é muito bom mesmo! Olha aqui!



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