Budapeste #3 - Atrações de Peste

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Quando pesquisávamos o que fazer em Budapeste, não vimos muuuuita coisa não. Sabe aquelas cidades que quando você dá uma olhadinha no Trip Advidor cai pra trás com tanta coisa pra se fazer e visitar? Pois é, não sentimos essa pressão na capital da Hungria. No entanto, pode ser também que estejamos num momento mais sussa quando vamos pros lugares. Antes eu tinha muita pressa e vontade de conhecer tudo de uma vez porque tinha um tempo limite do intercâmbio acabar, mas agora que o intercâmbio virou vida, não preciso ir com tanta sede ao pote, tenho tempo...

Basicamente, fizemos duas coisas no lado Peste da cidade (sem ser gastronomia, que vem no próximo post): visitamos um museu e exploramos bastante a região da Andrássy Út. Vamos começar pelo museu? Vamos!


O Hungarian National Museum fica num prédio maravilhoso e é super fácil chegar lá - nós fomos a pé porque era perto do hotel, mas dá pegar o metrô, tram ou ônibus também. A entrada custa 1600 florins, que na cotação de quando escrevo esse post é um pouco mais de 5 euros (17 reais). É permitido tirar fotos, mas é necessário pagar mais 500 florins para tal.

São 4 "andares" no total: o plano, dois pra cima e o underground. Ou seja, por fora até nem pode parecer, mas o museu é gi-gan-te. Tem muita coisa pra ler e ver, você fica até meio saturado depois de um tempo. Entre as informações apresentadas, é possível aprender sobre a história da Hungria desde a época dos reis da casa de Árpád no séculos 11, passando por expulsão dos otomanos em 1600, Guerra da Independência em 1848, Ocupação Russa e Alemã em 1938 até Queda do Comunismo nos anos 90. 







Bem resumidamente, eu e o R. ficamos com a impressão de que a Hungria sempre esteve de alguma forma sob domínio de alguém, seja do Império Otomano ou dos Habsburgo. Somente no século 19 o húngaro se tornou a língua oficial do país e em 1918 a monarquia caiu pra dar lugar à República da Hungria. Só que após a segunda guerra, os soviéticos tomaram conta do país, expulsaram os alemães de lá e ficaram por 44 anos. Ou seja, até 1989 a Hungria ainda estava de alguma forma sob o controle de outros, quando finalmente se tornou uma república democrata. 

Mas pelo menos em Budapeste, acho que esses efeitos de dominação e domínio da URSS não são tão claros. Em 2004 o país entrou pra União Europeia, então com certeza as coisas mudaram desde então. Eu já estive em duas outras cidades no Leste Europeu (Bratislava na Eslováquia e Praga na República Checa) e com certeza Budapeste é a mais ocidentalizada e moderna de todas.

No nosso último dia na cidade passeamos bastante pela rua Andrássy, que é onde fica, por exemplo, o Museu do Terror. Aliás, decidimos não entrar no museu pois 1) R. já tinha ido num museu parecido antes e não tava animado de ir nesse e 2) tava fazendo um dia lindo de sol e seria desperdício ficar dentro de um museu, ainda mais um museu com assunto tão pesado. Sendo assim, andamos essa rua de cabo a rabo, quer dizer, até a página dois: não chegamos até a Praça dos Heróis porque não tínhamos muito tempo, mas ok.







Esse boulevard contém diversas mansões renascentistas e construções com faixadas liiindas, lindas lindas. Tanto é que em 2002 o lugar foi reconhecido como World Heritage Site! Sem contar o fato de que por ali é possível ver diversas lojas chiquérrimas (Louis Vitton, Chanel, etc, etc.), boutiques, embaixadas, museus, etc. Então é um ótimo passeio, ficar andando, tirando fotos e babando nesse lugar lindo da Europa!
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