Inhotim, uma mistura incrível de parque e museu

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Eu nunca tinha ouvido falar de Inhotim. Pra ser sincera, quando decidimos ir pra Minas, o plano era ficar um dia em Belo Horizonte e ir no outro dia pra Ouro Preto, nada muito elaborado. Já fui à BH algumas vezes quando mais nova e queria ver a cidade agora, com olhos de adulta, mas no fim das contas, os planos mudaram - e pra melhor!

Meu amigo Will, que mora no Rio de Janeiro, estaria justamente em BH na semana em que estaríamos lá! Seria a oportunidade pra passar um tempo com ele e sua esposa - e foi aí que ele sugeriu irmos pra Inhotim, alegando que BH não tinha nada demais (ele é de lá, hein!), e que Inhotim renderia um passeio melhor.

Convencida por ele, dei um google e não pensei duas vezes: Inhotim seria!

inhotim


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Muito gentis e bacanas, Will e Adal foram nos buscar no aeroporto de Confins (quando eu digo 'nos' me refiro à mim, R. e minha amiga Lê, que foi com a gente pra passarmos mais tempo juntas!). De lá, foi 1h e meia de estrada até chegar em Brumadinho, município localizado na área metropolitana de Belo Horizonte onde Inhotim está.

Na verdade, eu não sabia, mas o Instituto Inhotim é considerado o maior acervo de arte ao ar livre da América Latina. Além disso, ele surgiu em 2004 e hoje abriga aproximadamente 450 obras de artistas brasileiros e estrangeiros e tem suas exposições constantemente renovadas.

Às terças e quintas o ingresso custa 25 reais (fomos numa terça); na quarta a entrada é grátis e de quinta à domingo, 40 reais. Não compramos com antecedência pela internet e apesar de ter um grupo bem grande de crianças através de uma excursão escolar, achei bem tranquilo.

O parque é gigantesco, e é impossível ver tudo num dia só - inclusive eles oferecem aqueles carrinhos, estilo aqueles de golfe, justamente pra ajudar o pessoal a se locomover. Infelizmente os carrinhos custam caro, então resolvemos ir nas pernas mesmo!

Como você pode ver pelo mapa... tem muita coisa!


Como o Will e Adal já tinham ido pra Inhotim, foram nos guiando pelas melhores galerias e/ou pavilhões que eles mais tinham gostado, o que pessoalmente foi ótimo! Ter alguém que já manja do lugar é uma mão na roda, especialmente quando você não tem muito tempo, já que chegamos no parque mais de 11 da manhã e ele fecha antes das 17h.

Tem muita coisa bacana e interessante pra ver, além, é claro, da natureza ao redor. O Instituto fica no meio da Mata Atlântica e simplesmente deslumbrante - sem contar o cuidado e preservação de tudo, é de primeira qualidade meeeesmo!

Muitas das obras lá foram criadas especialmente para estarem onde estão - o artista tem total liberdade de criar o que quiser, sabe? O resultado é que tudo fica extremamente harmônico, como se natureza e arte fossem um só.

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Visitamos o pavilhão da Adriana Varejão (mas somente por fora), a galeria Cosmococa (super interativo, divertido, diferente, muito legal!), tiramos fotos nas paredes coloridas de Hélio Oiticica (o nome da obra é Invenção da Cor, Penetrável Magic Square) e também do Jardim de Narciso da japonesa Yayoi Kusama. Em uma outra galeria tivemos uma experiência muito legal, que foi a obra Forty Part Motet de Janet Cardiff. São várias caixas de som em semi-círculo tocando, cada uma, uma voz diferente, que juntas formam um coro medieval de 40 vozes.


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O Vandário particularmente me encanou - aquele lago de cor verde esmeralda (que me lembrou demais um dos parques que visitamos em Montevidéu) com aquela vegetação maravilhosa ao redor ficará pra sempre gravado na minha memória!



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É claaaro que vimos outras obras cujos nomes não me lembro - e também deixamos de visitar outras que configuram nas listas de "must-go" por aí. Mas, de verdade? Qualquer coisa que você visitar no Inhotim vai ser muito legal, seja você entendido de arte ou não. Algum sentimento as obras certamente despertarão em você e como muitas são interativas, essa sensação de pertencimento é ainda maior. Museus de arte são legais, mas às vezes acabam ficando chatos justamente porque você não tem um descanso, um ar fresco pra pensar nas coisas que está vendo, sabe? Por isso o Inhotim é legal: entre uma obra e outra, você para, senta num banco feito de tronco de árvore, descansa, ouve os pássaros...

Certamente indico esse passeio e gostaria muito de voltar um dia!


ps.: Obrigada Will e Adal por tudo, mais uma vez. Vocês são demais!
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