Vida de professora

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Sempre fui professora.

Aliás, pra ser justa, fui "assistente" numa gráfica por 3 meses, naquele programa Jovem Aprendiz (é esse o nome mesmo?). Antes de conseguir esse emprego, mandei currículo para várias escolas de inglês e locadoras da região. Até que uma me chamou.

Lembro do dia da entrevista como se fosse hoje. Estava super nervosa, queria muito o emprego. Mas tudo correu bem, o entrevistador (que após minha contratação foi meu coordenador por quase 2 anos e amigo até hoje) gostou de mim e saí da gráfica pra virar professora.

Engraçado é que antes de começar a faculdade de Comunicação Social (Rádio e TV), na adolescência, eu dizia que queria trabalhar como professora de inglês. Acho que não tem muito como fugir do que a gente gosta, porque mesmo fazendo um curso superior que nada tinha a ver com aulas, eu sabia no fundo que Rádio e TV era uma paixãozinha, não era amor pra vida toda. Tanto é que o único contato que tive com a área foram os 10 meses de estágio na rádio web da faculdade - e que após a faculdade, fui fazer uma pós-graduação em Ensino de Inglês.  

Dito isso, desde 2005 eu exerço essa profissão. Ou seja, não sei bem se sei fazer bem (qualquer) outra coisa.



Já dei aula pra 1, 2, 5, 15, 20 alunos. Já dei aula pra crianças que não sabiam escrever. Já dei aula pra criança pentelha (a grande maioria). Já dei aula pra adolescentes incríveis, adolescentes babacas (a grande maioria), já dei aula pra irmãos, casais, pais de família, senhorinhas, gente rica, gente pobre, gente chata e gente legal. 

Há dias e dias. Há dias em que me divirto, que me sinto bem, que me sinto útil, sinto que estou de verdade ajudando alguém a aprender/desenvolver suas habilidades no inglês e expandir seu conhecimento. Mas também há dias em que eu só quero ser sincera e dizer: amigo, desiste porque esse lance não é pra você.


Fico assim nos dias ruins

E agora, a pouco menos de um mês das minhas férias e muito próxima da possibilidade de não dar aula por uns tempos, mal posso acreditar que terei a chance de não ser professora, de não ter que ser simpática, de não ter que ser paciente mesmo quando a paciência já foi embora há tempos, de não ter lição, redação e prova pra corrigir. De não ter que trabalhar em casa. 

Não ter que trabalhar em casa!
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