Santiago? Deserto do Atacama? O que você foi fazer lá? | Chile #1

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Nós compramos nossas passagens para ir ao Brasil ainda no primeiro semestre de 2017, e logo em seguida minha mãe sugeriu de passarmos o Ano Novo fora.

A primeira ideia foi nordeste, claro. Tenho família em Pernambuco e seria uma maneira de rever familiares AND passar uns dias numa praia por ali, o que é sempre uma boa ideia - lindas praias e água quentinha, certo? Pois é. A questão é que vôos + acomodação pro nordeste pro final de ano é sempre uma facada no peito.

Até chegamos a pesquisar passagens para São Luís do Maranhão - e aproveitaríamos para conhecer os famosos lençóis maranhenses, porém não é a melhor época para ver os lençóis. Além disso, na mesma época minha mãe viu umas passagens para Santiago no Chile e nos empolgamos com a ideia de passar mais uma virada de ano fora - isso meio que já está virando uma pequena tradição nossa, já que em 2013, quando minha mãe e irmão vieram me visitar em Dublin, fomos passar a virada de ano em Praga; em 2016, novamente com a visita deles aqui, fomos pra Barcelona.

Além disso, uma rápida pesquisa mostrou que passagens + acomodação no Chile seria mais barato do que o mesmo pacote no Brasil. Infelizmente alta temporada no nordeste brasileiro requer muito mais grana!

deserto do atacama, chile


cerro san cristobal, santiago, chile

Claro que essa viagem pro Chile não saiu baratinha não. Se você (como eu) acha/achava que viajar pela América Latina é sinônimo de gastar pouco, se enganou. A viagem no fim das contas não saiu barata - mas a vivência, experiência e paisagens que vimos por lá compensou tudo, claro. Os Lençóis Maranhenses ficam pra uma próxima com certeza!

Como chegar até lá


Sendo assim, compramos as passagens de São Paulo - Santiago saindo no dia 26/12/17 e voltando no dia 2/01/18. Mas antes de decidir as datas eu já tinha dito à minha mãe que só iria pro Chile se fôssemos também pro Atacama. Não que Santiago por si só não valha a pena, mas eu já tinha visto muitas fotos e lido muitos relatos do deserto e não me perdoaria se fosse pro Chile e não passasse pelo Atacama. Minha mãe e irmão toparam - e o R. também, com um pouco de relutância, e compramos as passagens pela LATAM.

Não tinha a opção de pegar um vôo direto - aliás, um dos guias que conhecemos por lá disse que a partir desse ano haverá um vôo direto de SP pra Calama, o que facilitará muito a vida dos próximos viajantes que querem desbravar o deserto!

deserto do atacama, chile


Porque é assim: pra ir até o deserto do Atacama, você precisa voar até a cidade de Calama e de lá pegar um transfer até San Pedro de Atacama, que é a cidadezinha de onde saem todos os tours pelo deserto. É um super rolê, mas é o único jeito! A nossa conexão a princípio não seria longa, mas essa história fica pro próximo post...

Acomodação e moeda


Acomodação não foi difícil de achar pois vimos muitas opções no Hotels.com. Na verdade, em San Pedro de Atacama as opções são mais restritas - ou fica em hostel ou hotel caríssimo - mas reservamos um quarto privado com banheiro para nós 4 e deu tudo certo. Já em Santiago ficamos num apartamento ótimo na avenida Huérfanos - estávamos extremamente bem localizados, a poucas quadras do metrô e da queima de fogos e quase de frente pra um supermercado.

Em relação à dinheiro, a moeda utilizada em Santiago é o peso chileno e você troca facilmente no aeroporto. Minha mãe e irmão o fizeram assim que descemos em Santiago, mas eu e o R. preferimos sacar direto do nosso cartão de débito no caixa eletrônico. O problema é que todos os caixas que usamos em Santiago e San Pedro cobraram uma taxa absurda como se fosse aquele caixa 24h, sabe? Então no fim das contas não acho que tenha sido a melhor opção.

Como a diferença entre as moedas é muito grande - na época, 1 real estava em torno de 170 e poucos pesos, nem convertemos pro euro pra não ficar ainda mais confuso. Eu só tinha na minha cabeça que 20 mil pesos era mais ou menos 100 reais e assim ia fazendo as divisões na cabeça, porque ver as coisas custando muitos mil pesos é bem doido!



Ano Novo em Santiago


Compramos tudo com muita antecedência, então deu tempo também de ver exatamente o que queríamos fazer em Santiago, já que só teríamos, efetivamente, dois dias inteiros por lá. Em relação à virada do ano em si, a ideia a princípio era jantar em algum desses hotéis chiques - porque até então eu ainda achava que Santiago seria uma cidade barata, mas ledo engano. Mandei uns 10 e-mails pra hotéis diferentes e lá pra Agosto, Setembro e Outubro comecei a receber as respostas com os preços - todos mega caros, e em dólares! Então a gente achou que não ia rolar pagar 200 dólares numa Ceia de Ano Novo e mudamos os planos. Até pensamos em ir em algum restaurante, mas vários cobram caro por uma ceia e muitos outros simplesmente fecham no dia 31/12.

Então no fim das contas ter ficado no apartamento foi ótimo pois conseguimos cozinhar nos dias em que estivemos por lá e economizamos muuuito com isso. E como citei ali em cima, estávamos a poucas quadras da Torre Entel onde rolou a queima de fogos, então win-win!




Muita coisa aconteceu nessa viagem e os próximos posts contarão os perrengues, as dicas e as histórias e estarão cheios de imagens, porque essas 800 e poucas fotos não podem ficar encostadas sem serem vistas no meu HD pra sempre, né não?
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