EPIC Ireland, um dos melhores museus da Irlanda

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Desde o ano passado, quando vi anúncios e outdoors pela cidade sobre o novo museu da cidade que falava sobre a Irish diaspora - ou seja, irlandeses que foram embora do país pra viverem em outras partes do mundo - fiquei interessadíssima. A verdade é que eu adoro história de maneira geral, mas ainda mais a história do país em que vivo agora!


O museu foi inaugurado em maio de 2016 e custou mais de 15 milhões de euros. Ele foi pensado pelo mesmo time que desenvolveu o museu do Titanic em Belfast e foi fundado por Neville Isdell, um irlandes ex-executivo da Coca-cola que emigrou pra Zambia quando ainda era adolescente.

Epic Ireland é um museu que fala sobre o porquês dos irlandeses emigrarem, de sua luta por sobrevivência, seus sucessos e fracassos pelo mundo. Atualmente, 1 em cada 6 pessoas nascidas aqui foram buscar outras oportunidades fora do país - não dá pra negar que a cultura, literatura e música mundiais, entre outras coisas, foram extremamente influenciadas pela Irlanda!

A entrada do museu custava 16 euros (e eu consegui comprar mais barato pelo Groupon!) e sim, é bem caro, mas acho que resolveram aliviar e esse ano os ingressos estão custando 14 euros. Mas, in fairness, como os irlandeses mesmo dizem, vale a pena. O museu é novinho, as galerias e salas são extremamente interativas com telões, touchscreens, vídeos, etc, etc. Ah, e são 20 galerias diferentes! Fora que há alguns mimos, como o áudio-guia "de graça" e um passaporte que o visitante recebe na entrada e que pode ir carimbando a cada sala por onde passa. É uma coisa boba, mas que te faz entrar bem no clima, sabe?



Além disso, os temas são bem divididos:

- imigração, que fala sobre como as pessoas partiram e chegaram aqui;
- motivação, sobre o porquê das pessoas irem embora, suas histórias e tragédias
- influência, que é sobre o que esses irlandeses que emigraram fizeram fora da Irlanda e a influência que tiveram na política, negócios, artes, esportes, ciência, etc.
- conexão, sobre onde os irlandeses estão agora e o que estão fazendo nesse mundo extremamente conectado

É bastante coisa, mas garanto que não tem como ficar entendiado. Apesar de já saber muitas dessas coisas, sempre fico fascinada com as histórias de emigração no período da Grande Fome, da recessão dos anos 2000, das pessoas famosas ao redor do mundo que tem descendência irlandesas e tal. É tudo extremamente fascinante. Também aprendi muita coisa sobre invenções, esportistas, autores e muitos irlandeses que moldaram o mundo.









Há também coisas bem específicas, como cartas trocadas por famílias que se viram separadas pelo oceano Atlântico, vídeos que explicam em detalhe quantas pessoas foram embora na crise de 2008, simulações de como eram as entrevistas na imigração americana quando irlandeses lá chegavam aos montes, mapas que mostram quantos irlandeses saíram daqui pra ir morar no Reino Unido, EUA, Austrália, etc. O Epic Ireland é riquíssimo em detalhes e toma muito cuidado pra não ser sensacionalista ou exagerado demais com aquela coisa romantizada do que é ser um verdadeiro irlandês, sabe?

Enfim, um dos museus que mais gostei de visitar não só em Dublin como na Irlanda inteira. Uma experiência enriquecedora e super interessante. Se você estiver vindo pra cá um dia, não deixe de conhecer essa atração!




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