Como eu planejo uma viagem

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O primeiro disclaimer que quero fazer é que não sou viajadeira profissional e esse blog não é guia de viagem. Apesar de amar viajar, ainda acho que tenho muito a aprender no quesito planejamento, apesar de achar que depois de um tempinho viajando bastante - basicamente, desde 2012 meio que sem parar - acabei colecionando algumas "técnicas" e dicas que me ajudam na hora de planejar uma viagem.

O destino e/ou o orçamento


Claaaaro que tenho uma lista imensa de lugares que quero conhecer, mas tenho plena consciência que meu estilo de vida/trabalho/financeiro não me permitem fazer tudo, sabe? Então tento ser pé no chão. Às vezes dá pra escolher um destino que quero muito conhecer - como foi com Viena ou Munique, por exemplo, mas na maior parte do tempo, a escolha do próximo destino é o que encaixa no orçamento. E tudo bem!

A vantagem de estar numa cidade como Dublin é que estamos perto da Europa e há muitos, muitos vôos pra vários lugares no velho continente - e outros continentes também. O negócio é saber pesquisar e ter uma ideia de quanto pode/quer gastar.

Por exemplo, viagens pro Reino Unido saindo daqui costumam ser mais baratas, então não é raro ver passagens de mais ou menos 50 euros ida e volta pra Londres ou até menos (principalmente se você vai voar em dias de semana). No entanto, por experiência própria eu sei que um vôo pra Alemanha vai sempre custar uns 200 euros ida-e-volta no mínimo, então não tem muito que ficar chorando querendo um precinho ótimo, a não ser que você consiga comprar passagens numa super promoção.

Aquelas passagens de 10 euros das quais eu ouvia tanto falar só acontecem nas raras promoções feitas pela Ryanair em alguns dias do ano. E pronto.

Uma das passagens mais baratas que paguei na vida: 30 euros pra ir e 30 pra voltar de Portugal

Datas


Tendo mais ou menos as datas de quando quero viajar - que aqui acaba sendo durante os feriados (que na Irlanda são sempre numa segunda-feira), nós vamos brincando com destinos que queremos conhecer. Costumo fazer minhas pesquisas no site Skyscanner, coloco as datas e vou anotando os preços de diversos destinos pra ver o que dá. Por exemplo, às vezes o preço da passagem pra uma cidade como Londres está ótimo, mas acomodação lá é suuuuper cara, então tem que fazer uma média, sabe?

No entanto, uma lição que aprendemos na marra por aqui é que não dá pra ficar olhando passagem à toa se você ainda não tem certeza das datas e se não tem o dinheiro pra comprar. Sério. Porque você vai acabar encontrando uma passagem legal e não poderá comprá-la por algum motivo, e aí quando já tiver a grana e/ou confirmação dos dias, essas passagens maravilhosas não estarão mais disponíveis e você se sentirá péssimo por ter deixado passar. O mesmo vale pra olhar passagens depois de você ter comprado - comprou, esquece, não é mais pra olhar preço. Porque a Lei de Murphy tá aí pra isso e você vai invariavelmente acabar achando uma passagem melhor do que a você comprou.

Aqui a gente acaba sempre viajando num sábado de manhã e voltando numa segunda à noite - às vezes variando e viajando na sexta à noite e voltando domingo e tal. No geral, costumamos ficar 2 ou 3 dias num destino.

Horários e conexões


Às vezes a passagem mais barata é a que tem a conexão mais longa ou um horário bem uó de viajar. Estar às 6 e pouco da manhã no aeroporto requer um certo planejamento - e você fica cansado o dia todo. Esperar por horas a fio em aeroporto é sempre desconfortável, e se você não tem muitos dias de folga/férias disponíveis, acho que vale a pena gastar um pouco mais e comprar os melhores horários ou aquele que te deixará no destino mais rapidamente.

Muita gente compra passagens pra Europa saindo de alguma cidade no Reino Unido já que costuma ser mais barato, mas se o seu vôo de Dublin atrasar e você perder o segundo vôo, se ferrou, porque o problema é seu. Eu prefiro não arriscar e sempre compramos passagens saindo daqui mesmo, ainda que seja mais caro.

Outra questão é de viajar à noite: se você chegar à noite no seu destino, vai pagar por essa noite de acomodação, então vale a pena viajar no dia seguinte pra economizar essa noite ou não?

Acomodação


Em 99% das minhas viagens estou com o R., e sempre ficamos nuns hotéis muito fuleiros por aí. Tipo, quarto compartilhado de hostel nós já fizemos em viagens solo, mas nenhum de nós gosta, não estamos na vibe de conhecer galera do hostel, então preferimos ficar num quarto só pra nós dois, o que muitas vezes custa caríssimo em hostel!

Então a gente opta por alugar uma casa pelo Air Bnb, ficar num B&B (isso mais pra viagens na Irlanda mesmo) ou um hotel pelo Hotels.com. O AirBnb já usamos tanto só nós dois como com família em cidades como Praga, Oslo, Paris, etc. Já o Hotel.com é ótimo porque após reservar 10 noites com eles, você ganha uma noite, então pra gente que viaja bastante, compensa demais. Já pegamos várias noites grátis!

No geral, um hotel simplão, 2 estrelas, na Europa, nos custa uns 60 euros por noite. Chutando baixo, porque pode ser que saia uns 70, 80, mas nunca pagamos mais do que isso. Tentamos escolher boas localizações pra usar menos o transporte público, mas não tem jeito, às vezes o hotel que cabe no bolso é aquele que fica mega longe. Em Bruxelas, por exemplo, tivemos que pegar dois ônibus pra chegar no hotel e foi cansativo demais.

Barco-hotel sobre o rio Danúbio na Eslováquia - ta aí uma acomodação bem da diferentona


Eu adoraria poder ficar em super hotéis confortáveis, mas não é a prioridade no momento. E também porque na maior parte do tempo só fazemos uns city breaks, então é mais pra dormir mesmo, o foco é conhecer a cidade. Mas também não queremos ficar na casa de estranhos ou dividir quarto com outros 20 e tantos viajantes, então essa opção é a que melhor se encaixa no nosso perfil.

Atrações


Tendo as passagens e acomodação reservadas, deixamos pra fazer o planejamento da viagem em si quando está mais perto da data de viajar. Visitamos blogs e usamos o Trip Advisor pra saber das melhores atrações de cada lugar e aí vamos escolhendo o que gostaríamos de conhecer.

Se uma dessas atrações é super concorrida e sabemos que vai rolar fila e tal, já reservamos pela internet, como foi o caso da Torre Eiffel. Não conseguimos reservar a casa da Anne Frank em Amsterdã, por exemplo, e não deu pra visitar porque as filas estavam quilométricas nas duas vezes em que estivemos lá. Então se dá pra comprar pela internet, compre.

Antes eu a gente ia com muita sede ao pote, querendo ver todas as atrações possíveis e imagináveis da cidade, mas agora temos feito um pouco diferente. Elegemos algumas coisas imperdíveis e algumas que tipo "se der pra ver, legal, se não der, tudo bem". Então assim focamos nas principais mas se sobra tempo, vamos nas outras também. A verdade é que muita gente adora esse papinho de viajar pra ver como os locais vivem (o que é legal, eu também gosto), mas adota esse discurso de que "não visito lugares batidos e populares quando viajo". Desculpa, mas se tô indo pro Rio de Janeiro, quero ver o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, não o barzinho indie lado B num beco escondido. Se tô indo pra Londres, quero mais é tirar foto na cabine telefônica com o Big Ben ao fundo, sabe?

Foto clichê de viagem sim, sim e sim! Big Ben e cabine telefônica em Londres, canais e bikes de Amsterdã e a bela Torre Eiffel em Paris


Fazendo a mala


Como a gente só viaja de low cost, temos um limite de bagagem de 10kg (a não ser que quiséssemos levar mais uma bagagem, aí teríamos que pagar mesmo). Por isso a mala tem que ser bem pensada, o que acaba sendo mais fácil no verão, já que as roupas são mais leves e ocupam menos espaço.

O que eu costumo fazer é pesquisar sobre o clima do lugar e já separar os "looks" de cada dia da viagem. Então eu sei que se só faz um friozinho de leve, um cardigã já me basta. Se faz calor, levo um vestido extra pra caso queira tomar mais de um banho por dia, me trocar, etc. Na hora de fazer a mala, já deixo todas as roupas daquele look enroladinhas juntas: calcinha, meia, meia-calça, vestido, tudo. Então quando chega lá é só desenrolar um montinho que já tem a roupa do dia!

Pra lugares frios não tem como variar usando casacos diferentes, então o jeito que encontrei de variar é usar toucas e cachecóis de cores diferentes, que já dão outra cara pras fotos!

Em relação à líquidos, eu tenho algumas miniaturas e também comprei aqueles frascos de plástico pra colocar um pouco dos meus produtos que são muito grandes. Por sorte o R. nunca leva muitos líquidos, então uso o espaço do saquinho transparente dele pra levar as minhas coisas também.



Acho que é mais ou menos isso. A gente ainda tem muito o que aprender, mas é pra isso que estamos nessa Terra, não é mesmo? E vocês, como planejam viagem? Usam algum site específico? Tem alguma dica infalível? Compartilha nos comentários aí!
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