Primeiras impressões: sudeste asiático

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Nós voltamos de viagem semana passada e estou assim, uma mistura de sentimentos. Muito feliz em ter tido essa experiência incrível de viajar pra um lugar tão diferente, mas muito feliz em estar de volta depois de 6 semanas fora. Fiquei pensando com meus botões e eu não ficava assim de férias, sem trabalhar, desde que era criança. Ora, trabalho desde os 17 então nunca tive tanto tempo de férias assim!

E se por um lado tô animada e ansiosa de colocar tudo "no papel", organizar as fotos, começar a postar e contar da viagem aqui, por outro não sei bem como começar. A verdade é que vimos, fizemos e vivenciamos muita coisa, e ao longo da viagem até fui fazendo algumas poucas anotações, mas confesso que muito pouco. Vou ter que confiar na memória mesmo!

Além disso, a verdade é que esse blog nunca foi um blog de viagem propriamente dito. Não ganho dinheiro com esse espaço, que hoje é nada mais do que um diário virtual, como os blogs de raiz se propunham a ser, não é mesmo? Apesar de aqui haver muitas dicas de viagem e principalmente muita coisa sobre viver na Irlanda, eu nunca quis que isso fosse uma revista virtual, algo impessoal, com informações secas. O blog é pra mim mesma. E também é pra compartilhar o que eu quero compartilhar: coisas bacanas, experiências, viagens, divagações... mas só isso.

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Floresta no meio da cidade em Kuala Lumpur, Malásia


Tudo isso pra dizer que eu pensei muito se faria uns posts mais estruturadinhos, com dicas de restaurantes específicos, valores das coisas e outro tipo de informação mais direta que muitas vezes as pessoas procuram pela internet e decidi que não. É possível achar tudo na internet hoje em dia - então os posts da nossa viagem pela Ásia terão sim valores de uma ou outra coisa, uma ou outra dica que julgo ser interessante, mas de modo geral, vai ser como sempre faço: um relato dos dias que passamos por lá, uma seleção de fotos, experiência pessoal e só.

Dito tudo isso, vamos ao que interessa: quais foram nossas primeiras impressões ao desembarcar do outro lado do mundo?

Vou te dizer que sim, é calor pra caramba. E eu odeio calor. Então durante as seis semanas eu reclamei - em maior ou menor grau - da temperatura. Mas isso já era esperado e acho que o R. já aprendeu a relevar e ignorar totalmente meus comentários referentes ao clima! hahaha

Eu não ficava olhando temperatura loucamente não, mas a média das temperaturas era sempre pra cima de 30 (com exceção de Hong Kong e Vietnã) e a umidade bem alta. Sofri muito na primeira semana, quando estávamos na Malásia, porque foi justamente o país mais úmido e quente em que já estive na minha vida. Aliás, o lugar mais quente mesmo e ponto final. Nunca passei tanto calor, o negócio é surreal. Mas falarei mais disso quando escrever sobre a Malásia.

Outra coisa que eu já esperava e que só se confirmou: tem muita gente na Ásia. Todos esses países tem uma densidade populacional muito grande na verdade, então foi um choque pro sistema de ter que ficar trombando em gente absolutamente o tempo todo. E não é só gente não: são muitas, muitas, muuuuitas motos pra tudo que é canto. Então às vezes até na calçada você tem que desviar de motos - estacionadas ou em movimento.

Motos até o infinito em Hanoi, no Vietnã


Em relação à comida, eu não sei bem o que estava esperando. Apesar de haver pratos em comum nas culinárias dos países por onde passamos, tem também muito ingrediente e maneiras de cozinhar diferentes, então fica difícil generalizar. Mas assim, não amei não. Eu já conhecia alguns pratos asiáticos, aqueles mais famosos no ocidente - fried rice, curry tailandês, essas coisas. Minha única expectativa é de que as comidas fossem bem mais apimentadas do que aqui, mas isso é até tranquilo porque você pode pedir sem pimenta e tal. Mas depois de umas três ou quatro semanas comendo noodles ou arroz todo dia, eu enjoei bastante. Comi "comida ocidental" algumas vezes, fomos ao McDonald's e Starbucks também. Aliás, isso é uma coisa que eu queria muito falar aqui: o ser humano é um creature of habit mesmo. Então tipo, comer num desses estabelecimentos pode parecer o fim da picada pra essas pessoas do estilo "não viajo para escapar da vida, mas pra vida não escapar de mim" e outras besteiras e arrogância que vejo soltas no instagram. Masss, quando você tá longe de casa e enjoou de uma determinada comida ou de um conjunto delas, comer uma coisa cujo gosto você já sabe qual será é um alívio, de verdade. I regret nothing! hahahaha

Fora isso, uma coisa que nos surpreendeu positivamente é que esperávamos ser bem mais atazanados por vendedores na rua, de sofrer tentativas de golpes, de motoristas de tuk tuk agressivos, e nada disso aconteceu. De verdade. Eu já tava toda munida, pronta pra usar meu melhor português quando viessem encher o saco e falar "não, obrigada", "não quero, obrigada", "não tenho interesse, obrigada", mas quase não precisamos. Isso e tal da negociação. Teve um episódio onde pesquisamos o preço de um determinado passeio e já estávamos prontos pra negociar (nem eu nem o R. gostamos disso, ficamos super desconfortáveis e tal), mas quando perguntamos o preço, o cara já falou o que estávamos dispostos a pagar, então foi até anti-climático, hahaha.

No fatídico passeio onde não precisamos negociar - Ayutthaya, Tailândia


Um outro ponto que nos chamou muito a atenção foi a sujeira em todos os países - com exceção de Singapura, claro. Cara, eu assustei com o tanto de lixo que vimos em todo lugar. Muito lixo. Muita sujeira nas ruas, nas estradas... então isso me incomodou um pouco. Mas quero falar mais dessa questão num outro post.

Por fim, diferença social e ocidentalização: a verdade é que ficamos surpresos com os contrastes em alguns dos países por onde passamos - na Malásia, por exemplo, vimos ruas super trash, prédios horrorosos, gente esquisita, e a 10 minutos de distância, shopping centers de deixar qualquer shopping de São Paulo no chinelo! Então rola muita diferença nesse sentido. E ocidentalização... foi surpreendente ver tanta loja que eu já conhecia, tantos símbolos e tanta coisa ocidental. Placas em inglês, Boots, McDonald's, enfim, muita coisa que é normal pra mim - seja no Brasil ou na Irlanda. Foram poucos os lugares que mostravam resistência a coisas ocidentais, sabe?

Uma das cidades mais rurais por onde passamos: Luang Prabang, no Laos


Enfim, foram muitas, muitas experiências novas e mal posso esperar pra organizar os pensamentos e fotos todas e contar tudo tudo por aqui! Ainda não sei como vou dividir os posts muito menos como vou selecionar as fotos, porque foram literalmente MILHARES. Fora isso, eu tive um problemão com um cartão de memória logo no quinto ou sexto dia de viagem - ele simplesmente parou de funcionar e a câmera pedia para que eu formatasse o cartão. Quase chorei, desesperei, mas o R. me acalmou e disse que seria possível recuperar as fotos. Eu tinha vários cartões extra justamente pra esse tipo de emergência, mas ainda não fui pesquisar sobre como recuperar as fotos, que basicamente são todas as fotos e vídeos que fizemos no primeiro país por onde passamos, Malásia, e também um dia e meio de Singapura (foi lá que o cartão travou). Me desejem sorte pra conseguir solucionar isso! :)

Contemplando o palácio real em Mandalay, Myanmar

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