Sicília: quando, como e porquê

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A Sicília entrou na minha vida muito recentemente, porque apesar de estudar italiano há anos, eu nunca dei muita bola pra essa ilha ao sul do país. Mas aí um dia eu conheci o R., e ele me contou que sua vó paterna era siciliana. Desde então, ele sempre diz que gostaria de me levar lá pra conhecer de onde veio sua vó, pra provar a comida... a Sicília foi a primeira grande viagem internacional que ele fez quando tinha 18 anos, e como ele tem muitas boas memórias desse evento, natural que ele quisesse que eu vivenciasse coisas parecidas.

A vó do R. mora em Galway, e mesmo tendo 83 anos de idade, vai visitar seus primos e primas, sobrinhas e sobrinhos e outros familiares todo ano. E no ano passado ela encasquetou que queria trazer toda a família irlandesa pra fazer um grande evento por lá!

Muitos tios, tias e primos e primas do R. já tinham ido pra Sicília, mas nunca rolou de irem todos os filhos da senhora dona vó do R. juntos, então essa seria uma oportunidade incrível de ir pra Sicília. Como o plano era ir no verão de 2019, tive que pedir uns dias de folga com muita antecedência, porque teoricamente nem pegar folga no verão eu posso, mas deu tudo certo! R. e eu decidimos fazer uma mini-viagem de férias junto desse encontrão familiar siciliano-irlandês. Além disso, eu não sabia, mas R. se planejou pra me pedir em casamento lá, então isso fez a viagem se tornar ainda mais especial!





Chegamos numa terça à noite no aeroporto de Catania, e alugamos um carro pra passear pela ilha. Como ficaria caro pegar o automóvel tarde da noite, ficamos num hotel perto do aeroporto só pra passar a noite e buscar o carro no dia seguinte. Na quarta, passeamos pelo vulcão Etna e descemos pra cidade de Ragusa, onde passamos a noite. No dia seguinte seguimos pra Agrigento, onde passamos a noite. E por fim, na sexta chegamos na cidadezinha de Ciminna, onde a família toda estaria. Ficamos lá sexta e sábado e no domingo  de manhã pegamos o vôo saindo do aeroporto de Palermo.



A escolha dessas paradas foi feita com base na experiência do R., que já tinha ido pra lá duas vezes, e também no tempo disponível que tínhamos, sem contar que na sexta precisaríamos estar em Ciminna pro evento familiar. Então claaaaaro que dá pra passar uma vida inteira na Sicília, e quero muito poder voltar um dia e ver mais, mas por enquanto, deu pra ter um gostinho e voltei apaixonada. As paisagens são maravilhosas, as cidadezinhas um charme, e o povo muito simpático e caloroso, bem diferente do que encontrei em outras viagens pela Itália de modo geral.

Confesso que não me agradou muito o fato de ir pra lá em pleno fim de junho, alta temporada, verão europeu e tal. Cêis sabem, se tiver calor e sol demais, eu passo. Masss, honestamente não passei tanto calor quanto achei que passaria. Quer dizer, com ar-condicionado nos quartos e carro fica fácil equilibrar, e como foram poucos dias, sobrevivi sem reclamar muito.

No primeiro dia, dirigimos em torno de 1h pra chegar no vulcão Etna, que tem uma base de 140km, ou seja, ele é gigantesco! Além disso, o Monte Etna é um vulcão super ativo, cujas erupções vem acontecendo há milhares de anos.

Chegando lá é possível ficar bem na base ou pegar um bondinho pra subir mais próximo do cume do vulcão. O ingresso não é nada barato: não lembro agora, mas foi coisa de 70 euros por pessoa. Obviamente é possível fazer o rolê a pé e subir tudo, mas não temos o físico e não tínhamos o tempo também. No entanto, o bondinho em si é uma experiência incrível, e chegando lá em cima ainda pegamos numa van com rodas enormes de caminhão pra subir ainda mais. O caminho é um pouco tortuoso, mas felizmente não passei mal.





Chegando lá em cima, um guia vai dando informações sobre as formações das crateras, atividade do vulcão, acidentes... é bem legal, mas era muita gente e o local é muito aberto, então você mal escuta o guia. Infelizmente não consegui aproveitar tanto por esses motivos - e o guia não era exatamente super apaixonado pelo seu trabalho e tava claramente fazendo aquilo de qualquer jeito. De qualquer forma, foi legal demais estar num vulcão (é bem diferente do que eu imaginava!), a neblina dava uma atmosfera muito foda pro lugar e pudemos até sentir o calor do solo em alguns trechos. Incrível mesmo!









Almoçamos por ali mesmo e seguimos viagem - nossa próxima parada seria a cidade de Ragusa, onde eu mal sabia o que me esperava...
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