Show dos Backstreet Boys em Birmingham

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Esse post demorou, mas está saindo! Eu fui no show dos Backstreet Boys em junho, na companhia do meu amigo Rick. Por sorte e alinhamento das estrelas, conseguimos comprar ingressos pra ver as Spice Girls no mesmo fim de semana de quando os BSB estariam no Reino Unido - então as datas dos shows deram certo e numa viagem só conseguimos ir aos dois espetáculos.

A minha história com os Backstreet Boys é meio estranha: no comecinho, lá pra 1997, 1998 (eu tinha uns 10 anos) eu amava dizer que odiava os BSB. A verdade é que eu sempre fui a do contra, de querer ir contra a maré (mesmo às vezes morrendo de vontade de deixar a maré me levar mesmo), então enquanto as meninas da minha escola estavam se apaixonando pelas boy bands, eu adorava encher a boca pra dizer que eles eram fabricados, que não tocavam instrumentos, etc.

Porém, os encantos dos cinco rapazes charmosos não levaram muito tempo pra pegar a pequena Barbarella de jeito - e mais ou menos um ano depois eu já estava passando os fins de semana entrando na internet (yeap, this was a thing) procurando informações sobre eles, traduzindo letras de músicas, gravando seus videoclipes na MTV e reassistindo tudo milhares de vezes.



Como na época eu já estudava inglês, foi uma ótima oportunidade de aprender ainda mais - eu assistia entrevistas, acompanhava as músicas com as letras do lado, e com o tempo, isso foi se tornando super natural. Tanto que, até hoje, eu lembro de praticamente todas as letras de todas as músicas na ponta da língua! Devo muito aos Backstreet Boys no que diz respeito ao desenvolvimento do meu inglês na adolescência.

Meus pais nunca tiveram dinheiro pra me comprar ingressos de shows - e já na vida adulta, quando eu mesma poderia ter comprado ingresso pra ver os Backstreet Boys em São Paulo (lá pelos idos de 2008, 2009), não pude porque trabalhava numa escola até às 22h, e vocês sabem que tirar um dia de folga no Brasil não é tão simples assim. Deixei pra lá, e a vida seguiu.

Nesse tempo, eu já não acompanhava os BSB com tanto afinco, mas escutava os últimos lançamentos, e sempre tinha uma ou outra música que me cativava. Muita gente pensa que eles deram uma pausa, mas o fato é que nunca pararam de lançar álbuns novos e fazer shows! Então, quando vi o anúncio de que eles viriam pra Irlanda e Reino Unido, senti que não poderia deixar a oportunidade de vê-los passar - era agora ou nunca! Eu devia muito à Bárbara adolescente a oportunidade de vivenciar isso. 

Ficamos num hotel super pertinho da Birmingham Arena, então foi bem tranquilo chegar - fomos a pé mesmo. Aliás, dica pra vida: se você tá viajando pra show, se hospede perto do local! A última coisa que você quer fazer é ter que pegar transporte público (se ainda tiver) lotado ou tentar achar táxi pra chegar no hotel depois de estar cansado e extasiado de um show.



Chegamos mais ou menos uma hora antes, e a expectativa estava altíssima. Eu optei por não ler nada sobre o show antes, mas não consegui escapar de alguns stories de amigas que já tinham visto os BSB no show em Dublin. Então sabia de algumas músicas que estavam no setlist, mas evitei saber demais. Queria a surpresa. E tive vááááárias!

Eles começaram com Everyone, que é muito maravilhosa pra abrir um show, porque é muito sobre as fãs, né? Nem acreditei que começaram com essa! Emendaram com uma dos primórdios, I Wanna Be With You, e fiquei de caraaaaaaa... como assim? Essa música tem uns 20 anos fácil! Chocada!



Aí continuaram na vibe pra cima com The Call e Don't Want You Back (MANO, não acreditei que cantaram essa também!). Durante o show todo, eles optaram por mostrar uns trechinhos das músicas novas do último CD, e aí ficava apenas um deles no palco cantando 1, 2 minutinhos da música. Não estava familiarizada com as músicas novas pra curtir tanto esses momentos, confesso. A primeira delas foi com o Brian cantando Nobody Else. E falando em Brian, precisamos tirar o elefante da sala. Ele sempre foi o meu absoluto preferido, o melhor cantor do grupo na minha opinião. Mas a voz do Brian já não é mais a mesma. Não sei se ele teve problemas com sua voz, mas a verdade é que ele deu algumas boas desafinadas e fiquei de coração partido!

Depois cantaram uma inteira do CD novo, que lançaram como single, New Love. Na sequência, outra dos primórdios e que fez todo mundo cantar e pular muito: Get Down! Aí veio o Howie naquele esquema de um trechinho de uma música nova, Chateau.





A próxima parte do show foi mais romântica: cantaram Show Me the Meaning of Being Lonely, Incomplete, Undone, More Than That, The Way It Was (solo do Nick), Chances (do CD novo que curti bastante!), Shape of My Heart (Looooooking baaaack on the things I've doooooneeee),  Drowning (uma das minhas preferidas!!!), Passionate (solo do AJ & Kevin) e Quit Playing Games.



Depois dessa sequência maravilhosa, emendaram com outra do comecinho da carreira: As Long as You Love Me, seguida de outra nova que amei do álbum novo, No Place. Aí, entra o momento que me fez chorar no show: eles cantaram a capella.

Me lembrei de quando era adolescente e ficava louca tentando gravar o máximo de coisas sobre eles que passava na TV... pois é crianças, na minha época não tinha Youtube! Eu amava vê-los cantar a capella, porque assim eles provavam que sabiam cantar, e que eram um grupo que fazia de fato harmonias vocais. A música escolhida foi uma do CD novo que no próprio CD é cantada a capella, coisa mais linda, chamada Breathe. Me trouxe muita lembrança boa!

Depois cantaram uma do álbum Millennium chamada Don't Wanna Lose You Now que eu amava e não esperava que fossem cantar ao vivo! Seguiram com as clássicas I'll Never Break Your Heart,
All I Have to Give, Everybody e o primeiro sucesso deles, We've Got It Goin' On.

Na parte final do show, eles cantaram It's Gotta Be You (não curto tanto), That's the Way I Like It (meeeeu, eu ficava dançando essa música com minha prima na casa dela, me levou direto pra quando eu tinha meus 11, 12 anos de idade), Get Another Boyfriend, The One e finalizaram com a mais famosa do grupo, I Want It That Way. Pro encore, eles voltaram e cantaram outro single do último álbum, Don't Go Breaking My Heart e o show acabou com outra música sobre as fãs, Larger Than Life.







Claaaaro que essa turnê está muito longe do tipo de turnê que eles faziam no começo dos anos 2000. Aliás, uma coisa que me incomodou demais é que não tinha banda no palco, o que me fez pensar que com certeza tinha uma base vocal pré-gravada. Não tirou minha alegria de vê-los no palco, mas sei e já vi em vídeos de 10, 15 anos atrás, que eles entregavam um show de maior qualidade.

Mas enfim... pulei, cantei, gritei, chorei e revivi muitos momentos da minha adolescência. Missão cumprida, e ficou a gostosa sensação de ter realizado mais um sonho.


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