E vamos de espanhol!

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Nunca foi segredo pra ninguém que eu adoro aprender outras línguas, entender outras culturas e me sentir uma cidadã do mundo. Desde criança isso foi super incentivado em casa principalmente pelo meu pai, que falava um pouquinho de inglês e sempre fez questão que fizéssemos um curso em uma boa escola.


Além disso, pela questão familiar paterna, ele também tinha muito contato com espanhol. Meus avós paternos são ambos filhos de espanhóis que foram ao Brasil quando jovens, então meu pai lembra de seus avós falando espanhol com ele e tal. Aliás, essa é uma outra história que eu gostaria de registrar por aqui qualquer dia desses... mas voltando: apesar dos meus avós terem nascido e crescido no Brasil e falarem sempre português, eles entendiam espanhol e cantavam musiquinhas, falavam algumas palavras, então querendo ou não, a língua sempre esteve presente na minha vida.


Eu nunca falei direito sobre esse assunto aqui no blog, e como este nada mais é do que um diário da minha vida, achei que valia a pena trazê-lo à tona!



A primeira vez que estudei espanhol foi em torno de 2006, quando comecei a trabalhar na Microcamp. A escola oferecia aulas de inglês e espanhol e como funcionária, eu tinha direito a fazer cursos de graça, e foi o que fiz. Na época, fiz o curso básico de 1 ano e meio e cheguei a fazer metade do segundo ciclo, que eram os livros 3 e 4 (meu deus, parece que foi outra vida!). No primeiro ciclo tive aulas com uma professora brasilera maravilhosa, a H., e depois com um chileno erradicado no Brasil, o J. 


Quando saí dessa escola, fiquei um ano sem ter contato com a língua porque na época tava fazendo o último ano de faculdade, TCC e estágio na rádio da universidade. Em 2010 eu comecei a trabalhar na Fisk, e lá também tinha direito de fazer aulas como funcionária. Fiz uns dois semestres de curso com uma professora também chilena, a V., e na época estava mais ou menos no nível intermediário, o B1.


Só que nessa época eu já tava muito interessada em aprender italiano e eu fui muito de cabeça nessa. Estudei sozinha uns meses, fiz aula particular, estudei em duas escolas diferentes e meio que deixei o espanhol de lado. Em meados de 2011 eu já pensava em estudar fora um tempo (na época, o objetivo era estudar italiano!) e enfim, em 2012 decidi vir pra Irlanda, o resto é história. Mas o fato é que aqui na Irlanda continuei estudando italiano, fiz cursos, e em 2019 prestei o exame CELI para o nível B2 - e passei! Enfim, desde 2019 continuo fazendo 1 hora de conversação quase toda semana só pra não perder o contato com a língua. 


E onde vai o espanhol nisso tudo?


Bem, em 2020, no meio do caos da pandemia e eu com muito mais tempo livre do que de costume, pensei que seria interessante voltar a estudar e prestar um exame de espanhol também. Não que eu precise de um "comprovante" pra nada, mas no fim, é aquela coisa de ter um objetivo pessoal, um desafio a ser superado. Peguei indicações de professores com minha amiga Lê e após fazer 3 aulas teste escolhi uma professora super fofaaaa, a A. Ela é brasileira e já morou no Uruguai e é uma excelente professora, prepara muitos materiais diferentes e nosso santo bateu logo na primeira aula. 


Apesar deu só ter estudado espanhol até o nível B1, eu queria fazer o exame de B2, o mesmo nível do exame de italiano que fiz em 2019. No fim das contas, falar uma língua ajuda a falar a outra também, e pelo menos na questão de compreensão de textos escritos ou de áudio, eu tô muito bem. Então seria só aquela coisa de retomar o que já sei, praticar, voltar a falar... e tá, fiz um simulado do exame, e obtive um resultado super satisfatório. A professora também falou que seguramente posso passar no exame, e isso me deu aquela confiança pra seguir.


Sendo assim, tô estudando espanhol semanalmente desde outubro, e quero prestar o exame em julho (ainda preciso me inscrever mas posso fazê-lo até maio). O exame é aplicado pelo Instituto Cervantes em Dublin e se chama DELE (Diplomas de Español como Lengua Extranjera). O nível que prestarei, que é o B2, é considerado como Avançado por eles (depois em tese ainda teria o C1, Altamente Avançado e o C2, Superior).


O livro de gramática que tenho usado e uma página aleatória do caderno...



A prova é parecida com o CELI de italiano, mas com algumas pequenas diferenças. A minha percepção é de que essa é uma prova mais holística, que combina mais as habilidades e tem menos foco em gramática. Ela é dividida em:


  • Compreensão de Leitura (70min)


São 4 tarefas: ler e escolher a alternativa correta, relacionar 10 fatos com as pessoas mencionadas no texto, completar um texto com 6 frases que estão faltando e finalmente um exercício mais gramatical: completar 14 espaços dentre três opções.


  • Compreensão Auditiva (40 min)


5 tarefas no total: na primeira tarefa, são 6 conversas e devemos escolher a alternativa correta pra responder as perguntas, na segunda, identificar quem disse determinada coisa, na terceira, uma entrevista onde devemos escolher as alterativas corretas novamente. Na penúltima, relacionar os enunciados com os textos e por fim, um monólogo onde devemos escolher a alterativa correta.


  • Expressão e Interação Escrita (80 min)


Aqui são duas tarefas: na primeira, temos que escrever uma carta ou e-mail a partir de um áudio e algumas informações. Na segunda, há a opção de escolher o que você quer escrever: um texto formal a partir de um gráfico ou um texto formal a partir de um artigo ou resenha.


  • Expressão e Interação Oral 


São 15 minutos de prova onde você tem 15 minutos de preparação para duas das três tarefas. Na primeira, deve falar das vantages e desvantagens de determinada proposta; na segunda, descrever uma imagem a partir de alguns pontos; por fim, uma conversa sobre um gráfico ou pesquisa - essa última tarefa não tem preparação. 


Se for fazer um paralelo entre as provas de espanhol e italiano, acho a prova de italiano mais difícil. Tem mais exercícios específicos de vocabulário e gramática e a parte de listening tem um exercício de completar os espaços bem mais específico - na prova de espanhol, apesar de mais exercícios auditivos, a maioria são de escolher a alternativa correta. Mas enfim, quero fazer um post comparando as duas provas em detalhes mais pra frente.


Além das aulas uma vez por semana, tenho ouvido podcasts em espanhol toda semana pra ir treinando o ouvido e fazendo exercícios de gramática de um livro que comprei na época em que estudava há mais de 10 anos: o "Gramática y Práctica de Español para brasileños" que dei sorte de ter, já que minha profª disse que ele é realmente muito bom pra brasileiros porque o livro foca muitos nas diferenças gramaticais entre as línguas, já que elas são tão parecidas! O livro em si tem 100 tópicos gramaticais (tipo Presente do Indicativo, Pronomes, Condicionais, etc.) mas também outros 14 artigos que focam bem nessa coisa de português X espanhol. Ele também traz as respostas e um CD! Até agora só consegui fazer 25 capítulos dos 100, então até julho preciso fazer praticamente um capítulo diferente por dia pra dar conta de terminar tudo a tempo!


Simbora pra mais um desafio? Depois eu volto pra contar como tem sido os estudos e como foi a prova também!

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